Lixeira Descontaminadora Ultravioleta: grupo cria equipamento para desinfetar máscaras descartáveis

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Desde o início da pandemia, ocasionada pela covid-19, o mundo teve que se acostumar com um novo hábito: a utilização de máscaras. Com isso, tendo em vista que esse item começou a ser confeccionado com diversos materiais, surgiu uma preocupação quanto ao descarte desse material e a forma que ele estava sendo feito. A partir daí, um grupo de estudantes resolveu desenvolver uma Lixeira Descontaminadora Ultravioleta.

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Saúde e impacto ambiental

A Lixeira Descontaminadora Ultravioleta foi pensada como uma solução viável, rápida e barata financeiramente. O grupo buscou projetar um equipamento que utilizasse as propriedades da luz UVC para desinfetar as máscaras descartáveis de maneira a não oferecer riscos à saúde da população e trabalhadores da limpeza urbana, bem como, diminuir os impactos ambientais causados por esses resíduos.

Quer conferir mais sobre o projeto? Leia o artigo produzido pelo grupo a seguir:

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Grupo pensou na saúde das pessoas que fazem essas coletas, além de tentar inibir o impacto ambiental | Divulgação

“Lixeira Descontaminadora Ultravioleta”

*Por Carlos Daniel da Silva Nogueira, Isabelly Vitória Sousa Rocha e Victor de Oliveira Gadelha
*Coordenado por Eduardo Adelino Ferreira e Alexsandra Sousa Santos

Participamos de um projeto chamado Laboratório de Iniciação Científica – LIC, este projeto é extraclasse que a Escola SESI oferece aos estudantes. No LIC somos desafiados a desenvolver projetos de pesquisas que solucionem ou minimizem problemas da nossa comunidade, utilizando o método científico ou de engenharia para alcançar os objetivos.
A ideia da Lixeira Descontaminadora Ultravioleta surge devido a inquietude de Victor Gadelha ao se deparar com notícias na TV que mostravam quantidades impressionantes de máscaras descartáveis no mar. Isto o levou a ficar atento às ruas de Campina Grande, observou- se que havia máscaras descartas de forma indevida pelas calçadas, terrenos e no lixo comum.

Essa problemática foi apresentada ao orientador e aos integrantes do LIC da Escola SESI, no qual Isabelly e Carlos se interessaram pelo tema e juntos a Victor formaram uma equipe para buscar soluções viáveis para a situação. Durante as reuniões realizadas várias ideias surgiram, mas quando colocávamos na balança da viabilidade percebíamos que não daria certo. Daí surge uma luz, literalmente, surge a luz ultravioleta – UVC em nossa frente, por meio de matérias de revistas que evidenciava a eficácia da luz UVC na desinfecção de superfícies.

Nos aprofundamos no tema e começamos a ler muitos artigos relacionados a luz UVC e a inativação do coronavírus em superfícies, muitos desses artigos em inglês. Pensando em uma solução viável, rápida e barata financeiramente, nos animamos em projetar um equipamento que utilizasse as propriedades da luz UVC para desinfectar as máscaras descartáveis de maneira a não oferecer riscos à saúde da população e trabalhadores da limpeza urbana, bem como, diminuir os impactos ambientais causados por esses resíduos.
Seguimos um conceito de equipamento economicamente acessível, para isso, buscamos materiais de baixo custo para montar a LDU, a exemplo citamos o revestimento interno com caixas de leite longa vida. A parte de laminada das caixas leite potencializa a ação da luz UVC, por ser capaz de refletir e a luz. Todo o funcionamento da lixeira foi automatizado para otimizar o descarte das máscaras e sua desinfecção. Apresentamos o protótipo ao coordenador de enfermagem e ao diretor administrativo de um hospital de referência do município de Campina Grande – PB, os quais, avaliaram a possibilidade de o equipamento fazer parte da rotina do hospital. Os feedbacks foram positivos e a LDU mostrou potencial sanitário e financeiro para a instituição.

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O trabalho surgiu a partir de uma inquietude de um dos integrantes do grupo | Divulgação

Os maiores desafios que se revelaram ao longo do projeto foi a impossibilidade de encontros presenciais para o desenvolvimento do projeto devido ao cenário pandêmico que estamos vivendo, também a escassez de determinados materiais para a construção do protótipo. Nenhum de nós tivemos antes do projeto contato com o método científico e com programação, tudo foi muito novo para nós, tivemos que aprender a programar em tempo recorde, foi uma das melhores experiências neste processo de construção do protótipo. Não imaginávamos que problemas que sempre presenciamos em nosso cotidiano poderiam dar origem à grandes pesquisas, e até projetos que trazem benefícios para a sociedade.
Nossa participação na FEBRACE foi um momento muito importante para toda equipe, de modo que tivemos a oportunidade de sermos avaliados por pesquisadores qualificados, foi possível ajustar pontos do protótipo da pesquisa considerando os comentários dos avaliadores da FEBRACE. Representar nossa escola em uma Feira tão linda como a FEBRACE foi uma experiência incrível.

Acreditamos que os pilares essenciais para participar de qualquer categoria de feira científica são a curiosidade e a perseverança. Para os novos estudantes é essencial ter uma ampla curiosidade, com o sentido de que seja possível que haja sempre a busca por novas informações e a criação de novas ideias. E com a perseverança será concebível a construção e elaboração de novos projetos.

*A divulgação desse artigo na íntegra é uma parceria entre o Manual do Mundo e a FEBRACE (Feira Brasileira de Ciências e Engenharia). Nós convidamos os ganhadores da feira para escrever artigos sobre os projetos que eles desenvolveram. Você pode conferir outros textos como esse aqui.*

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